Banco central: Selic fica em 12,75%, com Copom apostando em redução da inflação

Banco Central mantém Selic em 12,75%, em linha com expectativas, mas sinaliza redução gradual no futuro. A decisão foi tomada diante do cenário de inflação persistente.

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Banco central: Selic fica em 12,75%, com Copom apostando em redução da inflação

Brasília, 17 de novembro de 2023 - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) decidiu, nesta quarta-feira (17), manter a taxa básica de juros (Selic) em 12,75% ao ano. A decisão foi unânime entre os membros do Copom.

A decisão foi tomada diante do cenário de inflação persistente no Brasil. A inflação oficial, medida pelo IPCA, fechou em 11,3% em novembro, o maior nível em 60 anos.

O BC projeta que a inflação deve encerrar o ano em 8,1% e 4,3% em 2024.

Além da inflação, o BC também considerou outros fatores na sua decisão, como o crescimento econômico e o desemprego. O BC projeta que o PIB brasileiro deve crescer 2,1% em 2023 e 2,5% em 2024. O desemprego deve ficar em 11,1% no final de 2023 e 10,8% no final de 2024.

"O Comitê avalia que a perseverança na estratégia de aumento da taxa Selic é fundamental para ancorar as expectativas de inflação e assegurar que a política monetária permaneça focada em seu objetivo fundamental de garantir a estabilidade de preços", afirmou o Copom em nota.

A decisão do Copom foi esperada por analistas do mercado. A maioria dos economistas consultados pelo BC esperava que a taxa básica de juros fosse mantida em 12,75% ao ano.

No entanto, alguns analistas esperavam que o Copom pudesse reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 12,50% ao ano. Essa redução seria uma sinalização de que o BC está começando a considerar a possibilidade de reduzir o ritmo de aperto monetário.

A próxima reunião do Copom será realizada nos dias 3 e 4 de agosto de 2023.