Lula media tensões entre Venezuela e Guiana sobre disputa do Essequibo

Lula media tensões sobre Essequibo entre Venezuela e Guiana, ressaltando a importância do diálogo e da paz na América Latina.

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Lula media tensões entre Venezuela e Guiana sobre disputa do Essequibo
Em chamada com Maduro, Presidente Brasileiro Ressalta Importância do Diálogo e Paz na América Latina

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, mostrou preocupação com a crescente tensão entre Venezuela e Guiana durante uma conversa com o presidente venezuelano Nicolás Maduro. O diálogo se concentrou na disputa em torno da região do Essequibo, um território rico em petróleo e de significativa importância geopolítica.

O Essequibo, representando cerca de 70% do território da Guiana, é alvo de uma longa disputa entre a Guiana e a Venezuela. A tensão se intensificou desde a descoberta de grandes reservas de petróleo na região em 2015. A Guiana defende sua soberania sobre o território baseada em um laudo de 1899, enquanto a Venezuela sustenta sua reivindicação com base em um acordo de 1966 com o Reino Unido.

Recentemente, a Venezuela realizou um referendo sobre a anexação da região, aprovada por grande maioria, embora tenha sido apenas consultivo e não vinculante. Esse movimento foi seguido por exercícios militares dos Estados Unidos na Guiana, incluindo em Essequibo, e a assinatura de decretos por Maduro para incorporar oficialmente o território, desafiando a decisão da Corte Internacional de Justiça, que proíbe qualquer tentativa de anexação por parte da Venezuela.

No diálogo com Maduro, Lula enfatizou a tradição de diálogo na América Latina e a importância de evitar medidas unilaterais que possam levar a uma escalada do conflito. Ele propôs a intervenção da CELAC, liderada por Ralph Gonsalves, para mediar as discussões e reiterou o apoio do Brasil a essas iniciativas.

Este episódio reflete a complexidade das relações internacionais na América do Sul e a necessidade de soluções pacíficas e dialogadas para conflitos territoriais. A posição do Brasil, como uma potência regional, é fundamental na busca por uma resolução equilibrada e justa para ambas as partes envolvidas.